segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Veja algumas medidas tomadas pelo governo que terá impacto em nossos bolsos em 2015

O governo está mesmo tentando colocar a economia nos eixos. Prova disso é o cumprimento da ”promessa” no ministro da fazenda Joaquim Levy em equilibrar as contas públicas. Para começar, em janeiro o governo anunciou o aumento da taxa básica de juros da economia que sobe para 12,25% ao ano. Isso significa que tomar empréstimos ficou mais caro ainda.
Outra medida que irá afetar vários setores da economia, principalmente o de transporte, é a CIDE. Tributação que incide sobre a gasolina e do diesel onde terá um aumento de R$0,22 para a gasolina e R$0,15 para o diesel. Essa medida pode influenciar no transporte público, preço dos alimentos e outros serviços que dependem do combustível.
Para quem contrata crédito e financiamentos, a tarifa responsável é a IOF que vai de 1,5% ao ano para 3%. Além do amento da IOF, à alíquota de produtos importados sobe de 9,25% para 11,75%, o que deixa produtos importados ainda mais caros.
Com todas essas medidas sem dúvidas teremos um cenário de alta nos preços em 2015, onde tudo fica cada vez mais caro.

Tiago Albano/ Economista


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FUNDOS DE INVESTIMENTOS EM AÇÕES;

O que são fundos de investimentos e o que são investimento em ações?  Nessa matéria explicaremos com todos os detalhes dessas aplicações financeiras e daremos exemplos práticos e reais.
Os fundos de investimentos é uma forma de aplicação financeira formada pela união de vários investidores em uma carteira (investimento) só. sendo assim “pequenos“ investidores se tornam em um grande investidor. A vantagem de um fundo de investimento é o grande poder de barganha que o investidor terá a seu favor, pois, com esse “poder” quem administra o fundo pode alavancar recursos com muito mais facilidade do que aquele investidor que investe individualmente seus recursos. Outra vantagem de um fundo de investimento é a existência de uma equipe profissional para administrar o dinheiro. Assim o investidor não se preocupa quanto às decisões a serem tomadas. Há varias modalidades de fundos de investimentos: ações, renda fixa, multimercado, cambial e entre outros. Ao fazer uma aplicação financeira, o investidor deve tomar alguns cuidados que são: taxa de administração (cobrada pela instituição financeira), imposto de renda e o IOF, que pode incidir em casos específicos. Todas essas taxas e tributos podem diminuir a rentabilidade do investimento, por isso é importante que o investidor fique atento, principalmente com as taxas de administração que tem variações entre os investimentos. Mais adiante apresentaremos uma aplicação prática de um fundo de investimento.
Já os investimentos em ações são aplicações financeiras na qual o investidor compra cotas (partes) de uma empresa, ou seja, ele se torna um acionista dessa empresa e consequentemente tem direitos aos dividendos da empresa ou pode vender essas ações para gerar recursos. Os rendimentos dos investimentos em ações são formados com base no desempenho econômico-financeiro da empresa, assim se a empresa obter lucros podem elevar a valorização das ações e consequentemente dar rentabilidade aos acionista. Vale reforçar também que não é só o lucro que interfere no rendimento das ações. Crise econômica, falta de investimento, sonegação fiscal e corrupção podem diminuir o valor das ações no mercado. Investimentos em ações são de médio a longo-prazo e o investidor que deseja investir nessa modalidade deve procurar um banco ou uma corretora de valores.

Vejamos alguns exemplos de aplicação financeira em um fundo de ações:
Analisaremos dois fundos em ações:
FUNDO GERAÇÃO FIA PROGRAMADO E BB AÇÕES SETOR FINANCEIRO;
Fundo Geração Fia Programado ( investimento de R$ 2 mil reais)                  
Rentabilidade em 3 anos- 31,6%
Taxa de administração- 4% ao ano
IR (15%) sobre o valor da rentabilidade
Rentabilidade liquida- R$ 2268,73
Fundo BB Ações setor financeiro ( investimento de R$ 2 mil reais)
Rentabilidade em 3 anos- 56,3%
Taxa de administração- 1% ao ano
IR (15%) sobre o valor da rentabilidade
Rentabilidade de liquida- R$2877,39

Feita a comparação entre os dois fundos, apresentaram uma diferença de rentabilidade de 26,82%. Isso não ocorre por acaso. As taxas de administração dos fundos variaram bastante. O primeiro fundo analisado apresentou taxa de administração de 4% já o segundo fundo apresentou taxa de 1%. Diferença que pode reduzir muito bem a rentabilidade da aplicação.  Outro ponto que fez muita diferença foi à rentabilidade dos fundos. O Fundo Geração FIA teve uma rentabilidade em 3 anos de 31,6%, já o BB ações obteve 56,3%  em 3 anos.
O investidor não deve se basear somente na rentabilidade quando for investir em um fundo de investimento em ações. Taxa de administração e variação da rentabilidade é muito importante. Quanto menor for à variação da rentabilidade do fundo de investimento, mais seguro ele é. Um exemplo hipotético de um fundo que apresenta pequenas variações em sua rentabilidade é a seguinte:
RENTABILIDADE (VARIAÇÃO %)
JANEIRO- 1,5%
FEVEREIRO - 2%
MARÇO – 2%
ABRIL – 1,8%
Dado esse exemplo acima, o fundo que apresenta essas variações em sua rentabilidade tende a ser mais seguro, pois com essa margem pequena de variação trás ao investidor ou ao administrador do fundo uma melhor avaliação da carteira.  

Base das informações: Revista Exame; melhores fundos de investimentos em 2014


Tiago Albano de Souza/ Economista 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Taxa de juros sobe, qual é o impacto no bolso do consumidor?

No início do mês o COPOM (Comitê de Política Monetária) aumentou a taxa básica de juros da economia, SELIC, que estava em 11,25% ao ano para 11,75% ao ano. A SELIC é uma média de todas as taxas de juros da economia brasileira e também serve como referencia para a renumeração de títulos públicos. Quando essa taxa sobe, os juros da economia seguem o mesmo caminho.
Com o aumento de 0,5%, o consumidor já pode perceber que os empréstimos, parcelamentos de crediários e financiamentos ficarão mais caros, principalmente nesse fim de ano e o inicio de 2015. Em média, quem toma um empréstimo pagará 0,5% a mais de juros, mas essa não é uma regra. Algumas instituições financeiras (Bancos ou financeiras) optam por não aumentarem suas taxas na mesma proporção, podendo a mesma ter diferentes variações entre as instituições. Esse aumento da taxa SELIC é o resultado de uma política do governo pra segurar a inflação.
Um exemplo interessante sobre esse aumento das taxas de juros é que quem optou em fazer um empréstimo pessoal há dois meses no valor de R$1000,00, pagaria ao final de 12 parcelas um valor total de R$1994,04. Com um aumento de meio ponto percentual esse valor passaria para R$2109,98 se esse mesmo empréstimo fosse realizado hoje. Um aumento de R$115,94 ou uma variação de 5,81%. Sem dúvida para conter a inflação o governo usa um dos artifícios que custam mais caro para a população que é o aumento nos juros.


Tiago Albano/ Economista       

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma nova esperança

Economia e Política: Uma nova esperança

Há quase duas semanas (exatamente em 27 de novembro) o governo anunciou o novo ministro da fazenda, Joaquim Levy. Um economista com fama de ”Pão duro” no que se refere aos gastos públicos. Levy por sua vez tem um currículo respeitável. Trabalhou no FMI e foi economista do banco central europeu. Em sua carreira pública, foi secretário da fazenda do Rio de Janeiro, secretário do tesouro nacional e secretário de politica econômica do ministério da fazenda. Levy tem como convicção que para manter o orçamento equilibrado é preciso que as despesas cresçam em ritmo menor que as receitas, justamente um dos pilares mais criticados nos últimos quatro anos de governo.
Então o que devemos esperar desse “novo” ministro, ou melhor, o que devemos esperar do governo quanto a essas mudanças? O cenário mais provável para reequilibrar as contas publicas são, os aumentos de impostos, redução dos gastos públicos que podem ter como consequência um corte significativo de repasse de recurso do tesouro nacional ao BNDES, a volta da CIDE ( tributo cobrado sobre a gasolina e o óleo diesel) e a queda da desoneração ( uma colher de chá dada pelo governo em forma de tributos  para alguns setores da economia). Só com a desoneração o governo deixou de arrecadar cerca de 80 bilhões de reais em 2014. Muita grana né !!!!!!!!!.
Mesmo com histórico de ser linha dura, veremos no próximo ano se realmente Levy irá ter toda liberdade para endireitar os gastos públicos. Visto que o governo para fazer “bonito” frente à população, como é de costume pode manter o déficit publico como estão, apenas por politicagem, e ao final dizer que estão investindo muito na economia. De fato sem investimento o país não cresce e também não tira pessoas da miséria, mas é preciso ter consciência quanto aos gastos públicos, visto que quem paga a conta no final é a população. Isso não deve servir apenas para o governo central, mas também para estados e municípios que também não seguem essa “cartilha’’. O novo ministro então terá muitos desafios pela frente. 1) A  começar pela inflação. Mesmo com a meta  do governo de 6,5% a inflação já estourou o teto chegando em 2014 em 6,59% (IPCA). 2)  A arrecadação de impostos caiu e divida só aumenta. 3) O BNDES empresta cada vez mais dinheiro para empresas, instituições e projetos, mas o país não cresce. 4) Os salários aumentam acima da produtividade da indústria, efeito que pressiona ainda amais a inflação. 5) Os Bancos Público ofertam muito mais crédito em relação aos bancos privados.
Sem dívida teremos um cenário de muita incerteza para 2015, mas com a reputação de Joaquim Levy, podemos ainda ter esperança da retomada ao crescimento.

Tiago Albano/ Economista





sábado, 29 de novembro de 2014

Politica e economia

Politica e economia

Desde a reeleição da Presidente Dilma Rousseff no fim de outubro, recaiu sobre a população, como o governo conduzirá a economia nos próximos quatro anos de mandatos. A Consultoria TENDÊNCIAS traçou três cenários possíveis para a construção da politica econômica no segundo mandado, e acredite a previsão não é nem um pouco otimista.
No primeiro cenário (60% de probabilidade) tido como o mais provável, a inflação segue acima da meta. 2014, 2015 e 2018 seguem em 6,4%,6,3% e 6,2%( IPCA) respectivamente. A média de crescimento da economia entre 2015 e 2018 é de 1,6%. A economia americana, por exemplo, em 2014 deve ter um crescimento acima de 3% e a economia Chinesa 7,5%. Essas duas economias estão em recuperação e podem ter crescimento alavancado nos próximos anos.  Já a economia brasileira deve ficar em 2014 com crescimento entre 0,2 a 03%. Para 2015 a previsão é de apenas 1%. Um ponto interessante é a presidente Dilma durante o processo eleitoral disse: “nós estamos em uma crise mundial”.
Um segundo senário um pouco pessimista (com 30% de probabilidade), a inflação não sofre alteração significativa, mas o PIB apresenta média entre 2015-18 de 0,4% de crescimento. Já um terceiro cenário já bem mais otimista, mas pouco provável ( 10% de probabilidade) os índices de preços fecham 2018 em 5% (IPCA) , bem abaixo do centro da meta estipulada pelo governo. Já o crescimento econômico apresenta media para os quatro próximos anos de 2,4%.
O governo Dilma nesses quatros últimos mandatos caíram em uma “armadilha”, que levaram o país a uma recessão. Um exemplo são os gastos do governo, muito exagerado.  Em quatro anos o governo atual gastou o equivalente a doze anos dos governos anteriores ( Fernando Henrique e Lula). Segundo a consultoria Tendências entre 1998 a 2010, a variação do gasto público foi de 2,4% enquanto 2010 a 2014 variação ficou em 2,1%. O motivo dessa variação  aumento nos gastos)  em um período curto é justificada pelo empréstimo do tesouro ao BNDES, subsídios, redução da CIDE ( contribuição sobre importação e comercialização de combustível) que somam 550 bilhões de reais. Com todos esses fatores, resultou em um aumento na dívida publica que passou de 53,41% do PIB em 2010 para 61,71% em 2014. Isso sem dívida pode trazer para 2015, aumento nos tributos e a redução dos gastos públicos que podem significar o corte de grandes investimentos, principalmente aos empréstimos do tesouro nacional para BNDES. Nesse mês o governo anunciou o amento nos preços da gasolina e do diesel, ambos 3 e 5% respectivamente. Esse anúncio de aumento dos preços nos quais já estavam defasados, só não foi feito antes para não atrapalhar a candidatura da presidente, questões politicas que não devem de maneira alguma interferir na economia.
O cenário internacional também preocupa muito. O dólar está em trajetória de valorização, o que tornará mais caro importar, pressionando a inflação. Os fluxos de investimentos também estão se invertendo, saindo dos países emergentes para economia americana, visto que a mesma já apresenta sinais de recuperação.  Sem investimento vindo de fora o país terá modestas condições de crescimento dado que esse é um dos pilares para sairmos da recessão.


Tiago Albano/ Economista       

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Poupança

29/09/2014
Afinal, investir em Poupança é vantajoso?

Nós nos deparamos todos os dias através das mídias como; jornais, revistas, internet e redes sociais sobre a importância de guardamos nosso dinheiro e aplicá-lo bem. Pois bem, faremos uma simulação dessa modalidade de investimento.

Imagine que Peter tenha R$1000,00 e queira investir na caderneta de poupança, deixando o valor aplicado em por 12 meses.

Hoje ( 29/09) a poupança diária está cotada em 0,5707% ao dia. Esse mesmo valor acumulado em 12 meses (1ano) ficaria em torno de 6,8484 % ao ano. Isso renderia a Peter ao final de 12 meses R$ 1068,48, ou seja, teve um ganho (rentabilidade) de R$ 68,48.
MAS NÃO É SÓ ISSO, FALTA ALGUMA COISA!!!!!!!!!!!!
Algo que dificilmente um gerente de banco irá lhe dizer nessa situação, é que os produtos, mercadorias,  serviços, etc ,tem seus preços subindo todos os anos. E isso se chama INFLAÇÃO.
É Algo que temos que tomar o máximo de cuidado, pois, a Inflação medida pelo IPCA no acumulado de 12 meses, está em 6,51% ao ano, o que significa que boa parte da rentabilidade de Peter será corroída pela inflação. Nesse Caso Peter receberia sim os R$ 1068,48 ao final de 12 meses, mas, o valor real ganho por ele seria de R$ 1002,78, ou seja,  R$ 2,78 de rentabilidade. Lembrando que os R$ 1068,48, auferidos por Peter é uma “ ilusão” de ganho.
Em breve iremos postar outras opções de investimento 

Fontes dos dados (Banco central do Brasil)

Tiago Albano de Souza/ Economista  

Taxa de juros ( matéria de 2014)


Como estão as taxas de juros praticadas pelo mercado

FUJA DO CHEQUE ESPECIAL, VEJA ALGUMAS ALTERNATIVAS
Em 7/10 publicamos uma matéria sobre o cheque especial na qual alertamos os consumidores a tomarem muito cuidado com a utilização desse mecanismo. É possível notar em extratos de conta corrente o quanto à instituição financeira cobra de juros de cheque especial. Um ponto importante é que quando usado, (limite de cheque especial) normalmente as instituições oferecem prazos que variam de 3 a 11 dias sem juros. Após esse período já incide juros e mais 2% de multa por atraso. Alertamos aos consumidores a usarem o cheque especial somente em situações emergenciais e não como um empréstimo para cobrir pagamento de outras dívidas ou para uso pessoal e mesmo assim se usar use por pouco tempo. Sendo assim listamos algumas modalidades de crédito e comparamos com o cheque especial com simulações de valores:
CONSIGNADO INSS ( modalidade destinada a pensionistas ou aposentados)
Valor utilizado emprestado)  R$ 1000,00, taxa de juros 1,87% a.m
12 parcelas de R$ 93,82, acumulando no total um valor pago de R$ 1125,84
se o consumidor utilizasse o cheque especial com esse mesmo valor,  e deixasse de ressarcir o banco durante 1 ano o valor total seria de R$ 2956,83, com juros de 9,45% a.m.  OBS: nunca use o cheque especial como um empréstimo . ( utilizando o cheque especial com prazos inferiores, como por exemplo um  mês, o valor pago ou da dívida será de R$ 1094,55) ou seja só para usar o limite por apenas um mês irá custar ao consumidor R$ 94,55. Utilizando o consignado por um mês o valor seria R$ 1018,74. São apenas R$ 18,74, Muita diferença !!!

CDC ou crédito pessoal
Taxa de juros de 5,92% a.m, e com valor de RS1000,00, o consumidor pagará 12 parcelas de R$ 166,17 acumulando um total de R$ 1994,04.

Essas taxas de juros são uma média cobrada pelos principais bancos, no entanto é necessário que o consumidor pesquise de banco a banco e compare qual taxa de juros é mais atraente, pois estas podem variar muito de banca para banco. apesar de um número cada vez maior de bancos e financeiras oferecendo empréstimo, é preciso estar atento a não comprometer mais do que 30% da renda  mensal.

Veja as principais taxas do mercado
Cartão de crédito (rotativo)  9,76% a.m ( média entre as principais instituições)
Cheque especial  9,44% a.m, podendo chegar a 199,84% a.a
Crédito pessoal  5,92% a.m.
Financiamento de veículos 2% a.m
Consignado INSS 1,87% a.m

Fontes: Banco central do Brasil.
OBS: Em ralação a matéria publicada em 7/10, há diferenças nos dados das taxas de juros, pois as mesmas variam  diariamente conforme o Banco Central informa .

Tiago Albano de Souza / economista