segunda-feira, 22 de junho de 2015

Veja o que os cortes nos gastos do governo podem influenciar na economia

Em maio desse ano o governo junto com o ministro da fazenda, Joaquim Levy anunciaram um corte de 69 bilhões de reais nos gastos públicos. O argumento do então ministro é de que, para que o país volte ao crescimento econômico é preciso um equilíbrio fiscal nas contas públicas. Vejamos agora o que afetará nossa economia para “uma bem maior”  o crescimento:
PAC- O Programa de Aceleração do Crescimento sofreu um corte de 25 bilhões de reais. Setores como habitação, infraestrutura, saneamento básico e energia terão um corte de investimento tendo como resultado aumento nos preços da energia, diminuição de financiamentos habitacionais ( que se enquadram no programa), queda nos investimentos em infraestrutura o que pode ter consequências drásticas em obras de rodovias federais, pavimentação de esgoto em regiões periféricas. Com todo esse corte o PAC foi o que teve o maio corte.
Ministérios da cidade – sofreu um corte de 17,23 bilhões de reais, o que representa a diminuição dos recursos repassados do governo para as cidades.
Saúde – sofreu um bloqueio de 11,77 bilhões de reais. O que significa menos recurso para hospitais, postos de saúde e outros órgãos. Vale analisar que esse bloqueio pode não significar a queda da qualidade dos serviços.
Educação- O mais discutido e comentado. O governo cortou 9,42 bilhões de reais.  FIES e programas de desenvolvimento cientifico foram bem afetados. Sem contar com as greves em alguns estados do Brasil por conta de cortes de recursos dos  profissionais e o não cumprimento de algumas “promessas” feita pelo governo.
Resta saber, será que realmente esses cortes colocarão nossa economia nos eixos.  Talvez não , principalmente quando o objetivo do governo com essa medida  é conter a inflação que já está na casa de 8,47% (IPCA) e a meta do governo é 4,5%. Na prática quando vamos ao comércio notamos produtos com preços cada vez mais elevados. Com o corte de 25,6 bilhões do PAC haverá menos investimento e sem essa variável que é um dos motores da economia há queda de emprego e isso vai levando a problemas cada vez mais sérios virando uma bola de neve.

Tiago Albano de Souza





segunda-feira, 16 de março de 2015

O Auge da crise: Uma recessão que parece não ter fim

Parece mesmo que o Brasil vive sua pior crise econômica das últimas décadas. Isso é reforçada com a interminável crise da Petrobrás, aumento cada vez mais da taxa básica de juros da economia, dólar em crescente, inflação fora do controle e desemprego. O que será que aconteceu com o Brasil nos últimos anos para levar a economia em uma situação tão caótica?
Em primeiro lugar vamos analisar a corrupção. No caso da estatal Petrobrás, é triste de se ver uma das maiores empresas do mundo em escândalos de corrupção. E não é só isso não. A Pretro teve bilhões de dólares envolvidos na operação “Lava jato”,e prejuízos bilionários que colocaram a estatal em posição de crise, levando as ações dessa empresa a se despencarem nas bolsas de valores. Uma grande perda para a população e investidores.
Em segundo. O dólar, moeda americana não para de subir. Isso ocorre justamente quando a economia americana se recupera e isso leva a investidores tirarem divisas de países emergentes como é o caso do Brasil para investirem na economia americana, que é bem mais segura. Na última semana do dia 13 de março à moeda americana atingiu sua maior cotação em 12 anos, chegando a R$3,24. Simplesmente situação que trará inflação dos produtos importados e de matérias primas.
Terceiro. O COPOM decidiu nessa última semana aumentar as taxas de juros para 12,75% ao ano. Um remédio amargo para conter a inflação que já está acumulada em 12 meses em 7,7%. Já faz tempo que o governo vem aumentando os juros com argumento de segurar a inflação mas  na prática isso não acontece. O consumidor brasileiro parece não se importar com as taxas de juros e se isso ocorre nada adianta aumentar os juros. O setor automobilístico teve recuo nas vendas de veículos em janeiro de 2015 comparado com o mesmo período de 2014, mas isso se dá muito pelos gastos que o brasileiro tem no começo do ano do que as taxas de juros. Muitas montadoras estão colocando na mídia “ótimas” condições para aquisição de veículo, o que vai totalmente contra o aumento da taxa de juros e o IOF feito pelo governo. Uma nova política monetária ( algo moderno que se desprenda da teoria econômica)  poderia ser a solução para conter a inflação. Se ficar do jeito que está, é a mesma coisa de tapar o sol a peneira. A tarifa de energia elétrica também ficou mais cara o que pressiona os preços para cima.  
Ou seja, por mais que os governantes dizem ao contrário, o Brasil está sim em recessão e nada está sobre controle. Nesse momento não é hora de gastar mais do que tem, aliás nunca foi, mas os consumidores devem ter muito cuidado nos supermercados, com os bancos. Além de precisarmos de uma boa educação é fundamental também para esses momentos delicados ( acreditem nisso) uma boa educação financeira.



Tiago Albano/ Economista 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Veja algumas medidas tomadas pelo governo que terá impacto em nossos bolsos em 2015

O governo está mesmo tentando colocar a economia nos eixos. Prova disso é o cumprimento da ”promessa” no ministro da fazenda Joaquim Levy em equilibrar as contas públicas. Para começar, em janeiro o governo anunciou o aumento da taxa básica de juros da economia que sobe para 12,25% ao ano. Isso significa que tomar empréstimos ficou mais caro ainda.
Outra medida que irá afetar vários setores da economia, principalmente o de transporte, é a CIDE. Tributação que incide sobre a gasolina e do diesel onde terá um aumento de R$0,22 para a gasolina e R$0,15 para o diesel. Essa medida pode influenciar no transporte público, preço dos alimentos e outros serviços que dependem do combustível.
Para quem contrata crédito e financiamentos, a tarifa responsável é a IOF que vai de 1,5% ao ano para 3%. Além do amento da IOF, à alíquota de produtos importados sobe de 9,25% para 11,75%, o que deixa produtos importados ainda mais caros.
Com todas essas medidas sem dúvidas teremos um cenário de alta nos preços em 2015, onde tudo fica cada vez mais caro.

Tiago Albano/ Economista


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

FUNDOS DE INVESTIMENTOS EM AÇÕES;

O que são fundos de investimentos e o que são investimento em ações?  Nessa matéria explicaremos com todos os detalhes dessas aplicações financeiras e daremos exemplos práticos e reais.
Os fundos de investimentos é uma forma de aplicação financeira formada pela união de vários investidores em uma carteira (investimento) só. sendo assim “pequenos“ investidores se tornam em um grande investidor. A vantagem de um fundo de investimento é o grande poder de barganha que o investidor terá a seu favor, pois, com esse “poder” quem administra o fundo pode alavancar recursos com muito mais facilidade do que aquele investidor que investe individualmente seus recursos. Outra vantagem de um fundo de investimento é a existência de uma equipe profissional para administrar o dinheiro. Assim o investidor não se preocupa quanto às decisões a serem tomadas. Há varias modalidades de fundos de investimentos: ações, renda fixa, multimercado, cambial e entre outros. Ao fazer uma aplicação financeira, o investidor deve tomar alguns cuidados que são: taxa de administração (cobrada pela instituição financeira), imposto de renda e o IOF, que pode incidir em casos específicos. Todas essas taxas e tributos podem diminuir a rentabilidade do investimento, por isso é importante que o investidor fique atento, principalmente com as taxas de administração que tem variações entre os investimentos. Mais adiante apresentaremos uma aplicação prática de um fundo de investimento.
Já os investimentos em ações são aplicações financeiras na qual o investidor compra cotas (partes) de uma empresa, ou seja, ele se torna um acionista dessa empresa e consequentemente tem direitos aos dividendos da empresa ou pode vender essas ações para gerar recursos. Os rendimentos dos investimentos em ações são formados com base no desempenho econômico-financeiro da empresa, assim se a empresa obter lucros podem elevar a valorização das ações e consequentemente dar rentabilidade aos acionista. Vale reforçar também que não é só o lucro que interfere no rendimento das ações. Crise econômica, falta de investimento, sonegação fiscal e corrupção podem diminuir o valor das ações no mercado. Investimentos em ações são de médio a longo-prazo e o investidor que deseja investir nessa modalidade deve procurar um banco ou uma corretora de valores.

Vejamos alguns exemplos de aplicação financeira em um fundo de ações:
Analisaremos dois fundos em ações:
FUNDO GERAÇÃO FIA PROGRAMADO E BB AÇÕES SETOR FINANCEIRO;
Fundo Geração Fia Programado ( investimento de R$ 2 mil reais)                  
Rentabilidade em 3 anos- 31,6%
Taxa de administração- 4% ao ano
IR (15%) sobre o valor da rentabilidade
Rentabilidade liquida- R$ 2268,73
Fundo BB Ações setor financeiro ( investimento de R$ 2 mil reais)
Rentabilidade em 3 anos- 56,3%
Taxa de administração- 1% ao ano
IR (15%) sobre o valor da rentabilidade
Rentabilidade de liquida- R$2877,39

Feita a comparação entre os dois fundos, apresentaram uma diferença de rentabilidade de 26,82%. Isso não ocorre por acaso. As taxas de administração dos fundos variaram bastante. O primeiro fundo analisado apresentou taxa de administração de 4% já o segundo fundo apresentou taxa de 1%. Diferença que pode reduzir muito bem a rentabilidade da aplicação.  Outro ponto que fez muita diferença foi à rentabilidade dos fundos. O Fundo Geração FIA teve uma rentabilidade em 3 anos de 31,6%, já o BB ações obteve 56,3%  em 3 anos.
O investidor não deve se basear somente na rentabilidade quando for investir em um fundo de investimento em ações. Taxa de administração e variação da rentabilidade é muito importante. Quanto menor for à variação da rentabilidade do fundo de investimento, mais seguro ele é. Um exemplo hipotético de um fundo que apresenta pequenas variações em sua rentabilidade é a seguinte:
RENTABILIDADE (VARIAÇÃO %)
JANEIRO- 1,5%
FEVEREIRO - 2%
MARÇO – 2%
ABRIL – 1,8%
Dado esse exemplo acima, o fundo que apresenta essas variações em sua rentabilidade tende a ser mais seguro, pois com essa margem pequena de variação trás ao investidor ou ao administrador do fundo uma melhor avaliação da carteira.  

Base das informações: Revista Exame; melhores fundos de investimentos em 2014


Tiago Albano de Souza/ Economista 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Taxa de juros sobe, qual é o impacto no bolso do consumidor?

No início do mês o COPOM (Comitê de Política Monetária) aumentou a taxa básica de juros da economia, SELIC, que estava em 11,25% ao ano para 11,75% ao ano. A SELIC é uma média de todas as taxas de juros da economia brasileira e também serve como referencia para a renumeração de títulos públicos. Quando essa taxa sobe, os juros da economia seguem o mesmo caminho.
Com o aumento de 0,5%, o consumidor já pode perceber que os empréstimos, parcelamentos de crediários e financiamentos ficarão mais caros, principalmente nesse fim de ano e o inicio de 2015. Em média, quem toma um empréstimo pagará 0,5% a mais de juros, mas essa não é uma regra. Algumas instituições financeiras (Bancos ou financeiras) optam por não aumentarem suas taxas na mesma proporção, podendo a mesma ter diferentes variações entre as instituições. Esse aumento da taxa SELIC é o resultado de uma política do governo pra segurar a inflação.
Um exemplo interessante sobre esse aumento das taxas de juros é que quem optou em fazer um empréstimo pessoal há dois meses no valor de R$1000,00, pagaria ao final de 12 parcelas um valor total de R$1994,04. Com um aumento de meio ponto percentual esse valor passaria para R$2109,98 se esse mesmo empréstimo fosse realizado hoje. Um aumento de R$115,94 ou uma variação de 5,81%. Sem dúvida para conter a inflação o governo usa um dos artifícios que custam mais caro para a população que é o aumento nos juros.


Tiago Albano/ Economista       

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma nova esperança

Economia e Política: Uma nova esperança

Há quase duas semanas (exatamente em 27 de novembro) o governo anunciou o novo ministro da fazenda, Joaquim Levy. Um economista com fama de ”Pão duro” no que se refere aos gastos públicos. Levy por sua vez tem um currículo respeitável. Trabalhou no FMI e foi economista do banco central europeu. Em sua carreira pública, foi secretário da fazenda do Rio de Janeiro, secretário do tesouro nacional e secretário de politica econômica do ministério da fazenda. Levy tem como convicção que para manter o orçamento equilibrado é preciso que as despesas cresçam em ritmo menor que as receitas, justamente um dos pilares mais criticados nos últimos quatro anos de governo.
Então o que devemos esperar desse “novo” ministro, ou melhor, o que devemos esperar do governo quanto a essas mudanças? O cenário mais provável para reequilibrar as contas publicas são, os aumentos de impostos, redução dos gastos públicos que podem ter como consequência um corte significativo de repasse de recurso do tesouro nacional ao BNDES, a volta da CIDE ( tributo cobrado sobre a gasolina e o óleo diesel) e a queda da desoneração ( uma colher de chá dada pelo governo em forma de tributos  para alguns setores da economia). Só com a desoneração o governo deixou de arrecadar cerca de 80 bilhões de reais em 2014. Muita grana né !!!!!!!!!.
Mesmo com histórico de ser linha dura, veremos no próximo ano se realmente Levy irá ter toda liberdade para endireitar os gastos públicos. Visto que o governo para fazer “bonito” frente à população, como é de costume pode manter o déficit publico como estão, apenas por politicagem, e ao final dizer que estão investindo muito na economia. De fato sem investimento o país não cresce e também não tira pessoas da miséria, mas é preciso ter consciência quanto aos gastos públicos, visto que quem paga a conta no final é a população. Isso não deve servir apenas para o governo central, mas também para estados e municípios que também não seguem essa “cartilha’’. O novo ministro então terá muitos desafios pela frente. 1) A  começar pela inflação. Mesmo com a meta  do governo de 6,5% a inflação já estourou o teto chegando em 2014 em 6,59% (IPCA). 2)  A arrecadação de impostos caiu e divida só aumenta. 3) O BNDES empresta cada vez mais dinheiro para empresas, instituições e projetos, mas o país não cresce. 4) Os salários aumentam acima da produtividade da indústria, efeito que pressiona ainda amais a inflação. 5) Os Bancos Público ofertam muito mais crédito em relação aos bancos privados.
Sem dívida teremos um cenário de muita incerteza para 2015, mas com a reputação de Joaquim Levy, podemos ainda ter esperança da retomada ao crescimento.

Tiago Albano/ Economista





sábado, 29 de novembro de 2014

Politica e economia

Politica e economia

Desde a reeleição da Presidente Dilma Rousseff no fim de outubro, recaiu sobre a população, como o governo conduzirá a economia nos próximos quatro anos de mandatos. A Consultoria TENDÊNCIAS traçou três cenários possíveis para a construção da politica econômica no segundo mandado, e acredite a previsão não é nem um pouco otimista.
No primeiro cenário (60% de probabilidade) tido como o mais provável, a inflação segue acima da meta. 2014, 2015 e 2018 seguem em 6,4%,6,3% e 6,2%( IPCA) respectivamente. A média de crescimento da economia entre 2015 e 2018 é de 1,6%. A economia americana, por exemplo, em 2014 deve ter um crescimento acima de 3% e a economia Chinesa 7,5%. Essas duas economias estão em recuperação e podem ter crescimento alavancado nos próximos anos.  Já a economia brasileira deve ficar em 2014 com crescimento entre 0,2 a 03%. Para 2015 a previsão é de apenas 1%. Um ponto interessante é a presidente Dilma durante o processo eleitoral disse: “nós estamos em uma crise mundial”.
Um segundo senário um pouco pessimista (com 30% de probabilidade), a inflação não sofre alteração significativa, mas o PIB apresenta média entre 2015-18 de 0,4% de crescimento. Já um terceiro cenário já bem mais otimista, mas pouco provável ( 10% de probabilidade) os índices de preços fecham 2018 em 5% (IPCA) , bem abaixo do centro da meta estipulada pelo governo. Já o crescimento econômico apresenta media para os quatro próximos anos de 2,4%.
O governo Dilma nesses quatros últimos mandatos caíram em uma “armadilha”, que levaram o país a uma recessão. Um exemplo são os gastos do governo, muito exagerado.  Em quatro anos o governo atual gastou o equivalente a doze anos dos governos anteriores ( Fernando Henrique e Lula). Segundo a consultoria Tendências entre 1998 a 2010, a variação do gasto público foi de 2,4% enquanto 2010 a 2014 variação ficou em 2,1%. O motivo dessa variação  aumento nos gastos)  em um período curto é justificada pelo empréstimo do tesouro ao BNDES, subsídios, redução da CIDE ( contribuição sobre importação e comercialização de combustível) que somam 550 bilhões de reais. Com todos esses fatores, resultou em um aumento na dívida publica que passou de 53,41% do PIB em 2010 para 61,71% em 2014. Isso sem dívida pode trazer para 2015, aumento nos tributos e a redução dos gastos públicos que podem significar o corte de grandes investimentos, principalmente aos empréstimos do tesouro nacional para BNDES. Nesse mês o governo anunciou o amento nos preços da gasolina e do diesel, ambos 3 e 5% respectivamente. Esse anúncio de aumento dos preços nos quais já estavam defasados, só não foi feito antes para não atrapalhar a candidatura da presidente, questões politicas que não devem de maneira alguma interferir na economia.
O cenário internacional também preocupa muito. O dólar está em trajetória de valorização, o que tornará mais caro importar, pressionando a inflação. Os fluxos de investimentos também estão se invertendo, saindo dos países emergentes para economia americana, visto que a mesma já apresenta sinais de recuperação.  Sem investimento vindo de fora o país terá modestas condições de crescimento dado que esse é um dos pilares para sairmos da recessão.


Tiago Albano/ Economista